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Faze o que tu queres serÁ o todo da Lei.

KHABS & KHU

 

A ESTRELA KHABS E O MANTO KHU

O KHABS ESTÁ NO KHU, NÃO O KHU NO KHABS.

 

 

 

 

Liber AL VEL LEGIS sub figvrâ CCXX - CAPÍTULO I

8. O Khabs está no Khu, não o Khu no Khabs.

9. Adorai então o Khabs, e contemplai minha luz derramada sobre vós!

Liber AL VEL LEGIS sub figvrâ CCXX - CAPÍTULO II

2. Vinde! todos vós, e aprendam o segredo que ainda não foi revelado. Eu, Hadit, sou o complemento de Nu, minha noiva. Eu não sou estendido, e Khabs é o nome de minha Casa.

COMENTÁRIOS

COMENTÁRIOS DE THERION SOBRE O LIBER AL VEL LEGIS

8. O Khabs está no Khu, não o Khu no Khabs.

9. Adorai então o Khabs, e contemplai minha luz derramada sobre vós!
A Natureza da Humanidade.
A essência do Homem e da Mulher – cada um sendo uma Estrela ou Deus soberano sustentado no Espaço por seu próprio ato – é revestida por pensamentos e ações conforme a sua Natureza, e ocultada por estes.Esta essência é totalmente respeitável; adore-a, e a luz de tudo o que possa ser será derramada sobre você.

2. Vinde! todos vós e conhecei o segredo que ainda não foi revelado. Eu, Hadit, sou o complemento de Nu, minha noiva. Eu não sou estendido, e Khabs é o nome de minha Casa.
Ele convoca a todos para conhecer a outra metade da Verdade Secreta da Natureza. Ela é um extremo sem limite, ele é o outro. Ele não possui a Sua própria Natureza, pois Ele é aquilo para o qual todos os Eventos ocorrerão. Sua Casa, isto é, a esfera de sua ação, é chamada de Khabs, uma Estrela. Esta é a Luz que Ele oculta com relação a Ele mesmo através dos Seus Atos de Amor para Ela, de modo que possam aparecer na glória do Registro daquelas Obras que pertencem a qualquer Ponto no Espaço.

 

Este Khabs, “estrela” ou “Luz íntima”, é a essência original, individual, eterna. O Khu é a vestimenta mágica que o Khabs tece para si mesmo, uma “forma” para seu Ente Além-da-Forma, pelo uso da qual ele ganha experiência através de autoconsciência, como explicado na nota aos versos 2 e 3. O Khu é o primeiro véu, muito mais sutil que mente e corpo, e mais verdadeiro; pois sua forma simbólica depende da natureza de sua Estrela. Por que nos é dito que o Khabs está no Khu e não o Khu no Khabs? Não devemos nos considerar como seres baixos, fora de cuja esfera está a luz, ou “Deus”. Nossas mentes nossos corpos são véus da Luz Interna. O iniciado é uma “Estrela Escura”, e a Grande Obra para ele é tornar seus véus transparentes “purificando-os”. Esta “purificação” é em realidade “simplificação”; não é que o véu seja sujo; mas a complexidade de suas dobras o torna opaco. A Grande Obra portanto consiste principalmente na solução de complexos. Tudo é perfeito em si mesmo, mas quando as coisas são misturadas, elas se tornam “más”. A doutrina é evidentemente de suprema importância, por causa de sua posição como a primeira “revelação” de Aiwass.

Adorai pois o Khabs, e Vêde minha luz derramada sobre vós. Devemos prestar atenção a essa Luz íntima; então vem a Luz do Espaço Infinito em resposta. Note-se que a Luz do Espaço é aquilo que os homens chamam de Escuridão; sua natureza é totalmente incompreensível para nossas mentes não-iniciadas. São os véus mencionados previamente neste comentário que obstruem a relação entre Nuit e Hadit. Não devemos adorar o Khu, apaixonar-nos por nossa Imagem Mágica. Fazer isto - todos já fizemos – é esquecer nossa Verdade. Se adoramos a Forma, ela se torna opaca ao Ente, e cedo se pode provar falsa a si mesma. O Khu em cada um de nós inclui o Cosmo tal como ele conhece. Para mim, mesmo outro Khabs é apenas parte do meu Khu. Nosso próprio Khabs é nossa única Verdade.

Nuit é infinita Extensão; Hadit infinita contração. Khabs é a casa de Hadit, mesmo como Nuit é a Casa do Khu, e o Khabs está no Khu (I, 8). Estas teologias refletem experiências místicas de Infinita Contração e Expansão, enquanto filosoficamente são as duas Infinidades opostas cujo intercâmbio dá Finidade. Khabs – uma estrela – é uma unidade de Nuit, e portanto Nuit Ela Mesma. Esta doutrina é enormemente difícil de apreensão, mesmo após estes muitos anos de estudo. Hadit é a “núcleo de toda estrela” (verso 6). Ele é assim a Identidade Impessoal dentro da Individualidade de “todo homem e toda mulher”. Ele “não é estendido”; isto é, sem condição de qualquer tipo no senso metafísico. Apenas nos mais altos transes pode a natureza destas verdades ser realizada. É de fato uma experiência supra racional, não dessemelhante àquelas características da Visão da “Esponjas de Estrelas” previamente descrita, que nos pode ajudar aqui. A dificuldade é que a verdade mesma não é apta para a razão dualística do homem “normal”. Hadit parece ser o princípio de Movimento que está em toda parte, no entanto não está estendido em qualquer direção a não ser conforme ele fortuitamente combina com a “Matéria” que é Nuit. Não pode evidentemente haver qualquer manifestação à parte de conjunção. Um Khabs ou Estrela é aparentemente qualquer núcleo onde essa conjunção ocorreu. A real dificuldade filosófica desta cosmogonia não está em qualquer equação, ou mesmo na Equação Original. Nós podemos compreender x = ab, x = a, b, etc.; e, também, 0o = pa qb, quer pa qb = 0 ou não. Mas nós perguntamos como a homogeneidade tanto de Nuit quanto de Hadit pode jamais levar mesmo à ilusão de “diferença”. A resposta parece ser que esta diferença aparece naturalmente com a auto-realização de Nuit como a totalidade de possibilidades; cada uma destas, separadamente e em combinação, é satisfeita ou posta em movimento por Hadit, para compor uma manifestação particular, não poderia possuir qualquer significado, a não ser que houvesse diversas dimensões onde não tem extensão. “Nada” nada significa a não ser do ponto de vista de “Dois”, justamente como “Dois” é monstruoso a não ser que seja visto como um modo de “Nada”. A explicação acima parece um tanto carente de ingenuidade, desde que não há meio de distinguirmos qualquer União H-N = R de outra. Devemos postular um outro estágio. R (Ra-Hoor-Khuit) Kether, Unidade, é sempre em si mesmo; mas nós podemos supor que um número de tais manifestações homogêneas e positivas podem formar grupos diferindo uns dos outros quanto ao tamanho e estrutura, de forma a criar ilusão de diversidade.

 

A CRUZ GREGA

 
 

 

 

Amor é a lei, amor sob vontade.