Menu

Faze o que tu queres serÁ o todo da Lei.

LIBER SAMEKH – SVB FIGURA DCCC

 

THEURGIA GOETIA SUMMA (CONGRESSUS CUM DAEMONE)

Este ritual foi utilizado pela Besta 666 para alcançar o Conhecimento e Conversação de seu Sagrado Anjo Guardião durante o semestre em que executou a Operação da magia Sagrada de Abramelin, O Mago. Preparado no An XVII Sun in Virgo na Abadia de Thelema em Cefalu pela Besta 666 a serviço de Frater Progradior.

 

PONTO I

Evangelii Textus Redactus
A INVOCAÇÃO


Magicamente reconstituída com o significado dos NOMES BÁRBAROS Etimológica e Qabalísticamente.

SEÇÃO A . O JURAMENTO

 

I. Eu Te invoco, o Não Nascido.
II. Tu, que criaste a Terra e o Céu.
III. Tu, que criaste a Noite e o Dia.
IV. Tu, que criaste as Trevas e a Luz.
V. Tu és ASAR UN - NEFER - NEEEER- ( "Eu mesmo feito Perfeito") : A quem nenhum homem jamais viu.
VI. Tu és IA -BESZ ("a Verdade na Matéria")
VII. Tu és IA - APOPHRASZ ( "a Verdade em Movimento")
VIII. Tu tens distinguido entre o Justo e o Injusto.
IX. Tu que fizeste a Fêmea e o Macho.
X. Tu que produziste a Semente e o Fruto.
XI. Tu que formaste os Homens para amarem uns aos outros, e para odiarem uns aos outros.

Seção Aa
I. Eu sou ANKH-F-N-KHONSU teu profeta, a Quem Tu confiastes Teus Mistérios, as cerimônias de KHEM.
II. Tu que produziste o úmido e o seco, e aquilo que nutre toda Vida criada.
III. Ouve-me Tu, pois eu sou o anjo de PTAH- APOPHRASZ - RA : este é Teu Verdadeiro Nome, entregue aos profetas de KHEM.

SEÇÃO B. AR

Ouça-me:
AR "Ó vivente e fluido Sol"
ThIAF "Ó Sol IAF! Ó Sol Leão-Serpente A Besta, que rodopias a diante, um raio- trovão, gerador de toda Vida"
RhEIBET "Tu que fluis, Tu que vais!"
A-ThELE-BER-SET "Tu Satan-Sol Hadit que vais sem Vontade!"
A "Tu Ar! Respiração! Espírito! Tu sem fronteira ou laço!"
BELAThA "Tu Essência, Ar fluindo veloz, Elasticidade!"
ABEU "Tu Viajante, Pai de Tudo!"
EBEU "Tu Viajante, Espírito de Tudo!"
PhI-ThETA- SOE "Tu Resplandescente Força da Respiração! Tu Sol Leão-Serpente! Tu Salvador, salvo!"
IB "Tu Ibis, Pássaro secreto e solitário, Sabedoria inviolada, cuja Palavra é Verdade, criando o Mundo pela sua Mágica!"
ThIAF "Ó Sol
IAF! Ó Sol Leão-Serpente, A Besta que rodopia adiante, um raio-trovão, procriador da Vida!"

(O conceito é de Ar, incandescente, habitado por um Pássaro Solar- Fálico, o "Espírito Santo" de Natureza Mercurial)

Ouve-Me e faça todos os Espíritos se submeterem a Mim : de forma a que todo Espírito do Firmamento e do Éter : sobre a Terra e sob a terra : na Terra seca ou na Água : do Ar rodopiante, e do Fogo precipitado : e todo Encantamento e Açoite de Deus possam ser obedientes a Mim.

SEÇÃO C . FOGO

Eu invoco a Ti, o Terrível e Invisível Deus : Que reside no Local Vazio do Espírito: -
AR-O-GO-GO-RU-ABRAO "Tu Sol Espiritual! Satan, Tu Olho, Tu Luxúria! Grita em voz alta! Grita em voz alta! Gira a Roda, Ó meu Pai, Ó Satan, Ó Sol!"
SOTOU "Tu, o Salvador!"
MUDORIO "Silêncio! Dá-me Teu Segredo!"
OOO " Satan, tu Olho, tu Luxúria! Satan, tu Olho, tu Luxúria! Satan, tu Olho, tu Luxúria!"
AEPE "Tu auto-causado, auto-determinado, exaltado, Mais Elevado!" O Não Nascido


(O conceito é do Fogo , incandescente, habitado por um Leão solar-Fálico de natureza Uraniana)


Ouve-me e faz todos os Espíritos submeterem-se a Mim : de forma a que todo o Espírito do Firmamento e do Éter : sobre a Terra e sob a Terra : em Terra seca ou na Água : do Ar rodopiante, e do Fogo precipitado : e todo Encantamento e Açoite de Deus possam ser obedientes a Mim.

SEÇÃO D. ÁGUA

Ouça-me:
RU-ABRA-IAF "Tu a Roda, tu o Útero, que conténs o Pai IAF!"
MARIODOM "Tu o Mar, a Residência!"
BABALON - BAL - BIN - ABAFT "Babalon! Tu Mulher de Prostituição! Tu Portal do Grande Deus ON! Tu, Senhora do Entendimento dos Caminhos!"
ASAL - ON -AI "Salve Tu, a imperturbável! Salve, irmã e noiva de ON, do Deus que é tudo e é nada, pelo Poder de Onze!"
APhEN-IAF "Tu Tesouro de IAO!" "Tu Virgem dupla-sexual ! Tu Semente Secreta! Tu Sabedoria Inviolada!"
PhOTETh "Residência da Luz..........."
ABRASAX "..........do Pai , o Sol, o Hadit, do encantamento do Aeon de Horus!"
AEOOU "Nossa Senhora do Portal Ocidental do Céu!"
ISChURE "Poderosa és Tu!"

(O conceito é o da Água, incandescente, habitada por um Dragão-Serpente Solar-Fálico, de natureza Netuniana)


Ouve-me e faz todos os Espíritos submeterem-se a Mim : de forma a que todo o Espírito do Firmamento e do Éter : sobre a Terra e sob a Terra : em Terra seca ou na Água : do Ar rodopiante, e do Fogo precipitado : e todo Encantamento e Açoite de Deus possam ser obedientes a Mim.

SEÇÃO E. TERRA

Eu Te invoco:
MA "Ó Mãe! Ó Verdade!"
BARRAIO "Tu Massa!"
IOEL "Salve, Tu que és!"
KOThA "Tu a mais Côncava!"
AThOR -e- BAL - O "Tu Deusa de Beleza e Amor, a quem Satan, observando, deseja!"
ABRAFT "Os Pais, macho-fêmea, desejam a Ti!"


(O conceito é de Terra, incandescente, habitada por um Hipopótamo Solar-Fálico de natureza Venérea)


Ouve-me e faz todos os Espíritos submeterem-se a Mim : de forma a que todo o Espírito do Firmamento e do Éter : sobre a Terra e sob a Terra : em Terra firme ou na Água : do Ar rodopiante, e do Fogo precipitado : e todo Encantamento e o Flagelo de Deus possam ser obedientes a Mim.

SEÇÃO F. ESPÍRITO

Ouça-me:
AFT "Espíritos Macho-Fêmea!"
ABAFT "Antepassados Macho-Fêmea!"
BAS- AUMGN "Vós que sois Deuses, indo adiante, proferindo AUMGN, "A palavra que vai do
(A) Alento Livre
(U) através da Respiração sob Vontade
(M) e Respiração Interrompida.
(G) para a Respiração Contínua.
simbolizando assim o curso completo da vida espiritual. A é o Zero informe; U é o sêxtuplo som solar da vida física, o triângulo da Alma sendo entrelaçado com aquele do Corpo; M é o silêncio da "morte"; GN é o som nasal da geração e conhecimento.
ISAK "Ponto Idêntico!"
SA-BA-FT "Nuit! Hadit! Ra-Hoor-Khuit!"
IAF "Salve, Grande Besta Selvagem!", "Salve, I A O!”

Seção Ff.
I. Este é o Senhor dos Deuses.
II. Este é o Senhor do Universo.
III. Este é Aquele a Quem os Ventos temem.
IV. Este é Ele, Quem tendo feito Voz pela sua Lei é Senhor de Todas as Coisas; Rei, Governador e Auxiliar!


Ouve-me e faz todos os Espíritos submeterem-se a Mim : de forma a que todo o Espírito do Firmamento e do Éter : sobre a Terra e sob a Terra : em Terra seca ou na Água : do Ar rodopiante, e do Fogo precipitado : e todo Encantamento e Açoite de Deus possam ser obedientes a Mim.

SEÇÃO F. ESPÍRITO

Ouça-me:
IEOU "Habitado Sol de Mim Mesmo!"
PUR "Tu Fogo! Tu Sêxtuplo Estrela iniciadora, circundada com Força e Fogo!"
IOU "Habitada alma de Mim Mesmo!"
PUR "Tu Fogo! Tu Sêxtuplo Estrela iniciadora, circundada com Força e Fogo!"
IAFTh "Sol-Leão-Serpente, salve! Todo salve, tu Grande e Selvagem Besta, tu IAO!"
IAEO "Alentos de minha alma, alentos de meu Anjo!"
IOOU "Luxúria de minha alma, luxúria de meu Anjo!"
ABRASAX "......do Pai , o Sol, o Hadit, do encantamento do Aeon de Horus!"
SABRIAM "Saudações para o Sangraal! Saudações para a Taça de Babalon! Saudações a meu Anjo vertendo a si mesmo dentro da minha Alma!"
OO "O Olho! Satan, meu Senhor! A Luxúria do bode!"
FF "Meu Anjo! Meu Iniciador! Tu um comigo - a Sêxtupla Estrela!"
AD-ON-A-I "Meu Senhor! Meu secreto eu além do eu, Hadit, Pai Todo! Salve, ON, tu Sol, tu Vida do Homem, tu Quíntupla Espada de Flama! Tu Bode exaltado sobre a Terra em Luxúria, tu Serpente estendida sobre a Terra em Vida! Espírito mais santo! Semente mais sábia! Bebê Inocente! Virgem Inviolada! Progenitor da Existência! Luz da Vida, Amor e Liberdade! Alma de todas as Almas! Palavra de todas as Palavras! Vem adiante, Luz mais oculta!"
EDE "Devora-me Tu"
EDU "Tu me devoras-te"
ANGELOS TON ThEON "Tu Anjo dos Deuses"
ANLALA "Eleva-Te em Mim! Livre corrente, Tu que és Nada, que és Nada, e pronuncia a Tua Palavra!”
LAI "Eu também Nada sou! Eu desejo a Ti! Eu contemplo a Ti! Minha Inexistência!"
GAIA "Salta, tu Terra!" (Este é também um apelo agonizante à Mãe Terra; pois neste ponto da Cerimônia o adepto deveria ser removido da sua ligação mortal, e morrer para si mesmo no orgasmo da sua operação).
AEPE "Tu o mais Exaltado! Isto (o "sêmen" espiritual, a idéia secreta do Adepto, arrancada irresistivelmente dos seus "Infernos" pelo amor de seu anjo) salta acima, isto salta adiante!
DIATHANNA THORON "Veja! saída excelente das Sementes da Imortalidade!"

SEÇÃO GG. A CONSECUÇÃO

I. Eu sou Ele! O Espírito Não Nascido! Tendo a visão nos pés : Forte, e o Fogo Imortal!
II. Eu sou Ele! A Verdade!
III. Eu sou Ele! Quem odeia que a maldade seja feita no Mundo!
IV. Eu sou Ele, que relampeia e troveja!
V. Eu sou Ele, de quem é o temporal de Vida da Terra!
VI. Eu sou Ele, cuja boca sempre flameja!
VII. Eu sou Ele, o Procriador e Manifestador para a Luz!
VIII. Eu sou Ele, a Graça do Mundo!
IX. "O Coração Cingido com a Serpente" é Meu Nome!

SEÇÃO H. O "OFÍCIO PARA O ESPÍRITO"

Adiante-se, e me segue : e faz todos os Espíritos submeterem-se a Mim : de forma a que todo o Espírito do Firmamento e do Éter : sobre a Terra e sob a Terra : em Terra seca ou na Água : do Ar rodopiante, e do Fogo precipitado : e todo Encantamento e Açoite de Deus possam ser obedientes a Mim.

SEÇÃO J. A PROCLAMAÇÃO DA BESTA 666

IAF: SABAF Tais são as Palavras!

 

 

APENDICE: PONTO II

ARS CONGRESSUS CUM DAEMONE

 

Seção A.

Que o Adeptus Minor esteja de pé no círculo, no quadrado de Tiphareth, armado com sua baqueta e sua Taça; mas que ele execute o Ritual inteiro em seu corpo Astral. Ele pode queimar os Bolos de Luz, ou o Incenso de Abra- Melin; ele pode estar preparado pelo Líber CLXXV, a leitura do Liber LXV, e pelas práticas de Yoga. Ele pode invocar HADIT com “vinho e drogas estranhas” se ele quiser. Ele prepara o círculo pelas fórmulas usuais de Banimento e Consagração, etc.

Ele recita a Seção A como um resumo, diante de seu Sagrado Anjo Guardião, dos tributos daquele Anjo. Cada frase deve ser percebida com uma completa concentração de Força, de forma a fazer Samadhi tão perfeitamente quanto possível com a Verdade proclamada.

Linha 1: Ele identifica seu Anjo com o Ain Soph, e o Kether de Ain Soph; uma formulação de Hadit no infinito Corpo de Nuit.

Linhas 2, 3 e 4: Ele assevera que seu Anjo criou (para o fito de auto-realização através de projeção em Forma condicionada) três pares de opostos: a) O Fixo e o Volátil; b) O Imanifesto e o Manifesto; c) O Imóvel e o Móvel. Outrossim, o Negativo e o Positivo com respeito à Matéria, Mente e Movimento.

Linha 5: Ele aclama seu Anjo como “Ele mesmo Feito Perfeito”; acrescentando que esta Individualidade é inescrutável e inviolável. No Ritual do Neófito da A:.D:. (tal como impresso em Equinox I, nº2, para o velho AEON) o Hierofante é o Osíris feito perfeito, que traz o Candidato, o Osíris Natural, a identidade consigo mesmo. Mas no Novo Aeon o Hierofante é Horus (Liber CCXX - 1, 49), portanto o Candidato será Horus também. Qual é então a fórmula de Iniciação de Horus? Não será mais aquela do Homem, através da Morte. Será o crescimento natural da Criança. Suas experiências não serão mais consideradas como catastróficas. O hieróglifo delas é o Louco: o Bebê Harpócrates inocente e impotente torna-se Horus adulto ao obter a Baqueta. Deir Reine Thor empunha a Lança Sagrada. Bacchus torna-se Pã. O Sagrado Anjo Guardião é a Criatura-Ente Inconsciente – o Falo Espiritual. Seu conhecimento e Conversação outorga puberdade oculta. É portanto aconselhável substituir o nome Asar Un-Nefer por aquele de Ra-Hoor-Khuit logo de início, e por aquele de nosso próprio Sagrado Anjo Guardião quando este for comunicado.

Linha 6: Ele saúda como Besz a Matéria que destrói e devora a Divindade para o fim de encanto de qualquer Deus.

Linha 7: Ele o saúda como APOPHRAZ, o Movimento que destrói e devora a Divindade para o fim de Encarnação de qualquer Deus. A ação combinada destes dois DIABOS permite ao Deus sobre o qual eles passem que entre no prazer de existência através do Sacramento de “Vida” (Pão – a carne de Besz) e “Amor” (Vinho – o sangue ou veneno de APOPHRASZ) individuais.

Linha 8: Ele aclama Seu Anjo como tendo “comido do Fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal”; outrossim, como tendo se tornado sapiente (na Díada, Chokmah) para apreender a fórmula de Equilíbrio que é agora a Dele, sendo capaz de aplicar-Se a Si mesmo acuradamente às suas auto-prescritas circunstâncias.

Linha 9: Ele aclama Seu Anjo como tendo estabelecido a Lei de Amor como fórmula Mágica do Universo, a fim de que Ele possa resolver o fenomenal novamente à sua fase numenal, através da união de quaisquer dois opostos em paixão estática.

Linha 10: Ele aclama Seu Anjo como tendo estabelecido este método de auto realização; o propósito da Encarnação é obter suas reações às suas relações com outros Seres encarnados, e observar as relações desses uns com os outros.

SEÇÃO Aa.


Linha 1: O Adepto afirma o seu direito de entrar em comunicação consciente com Seu Anjo, argumentando que aquele Anjo Mesmo ensinou-lhe a Magia Secreta através da qual ele pode estabelecer o elo apropriado. “Mosheh” é MH, a formação de Jechidah, Chiah, Neschamah, Ruach – as Sephiroth de Kether a Yesod – desde que 45 é 1-9, enquanto Sh, 300, - é 1-24, o que acrescenta a estes Nove mais Quinze números extras. (Veja-se em Liber D os significados e correspondências de 9, 15, 24, 45, 300, 345). Além disso, 45 é ADM, homem. “Mosheh” é assim o nome do homem como uma forma-que-oculta-Deus. Mas no Ritual, que o Adepto substitua este Mosheh pelo seu mote pessoal como Adeptus Minor. A “Ishrael” prefira ele sua própria Raça Mágica, de acordo com as obrigações dos seus Juramentos à Nossa Santa Ordem! (A Besta 666 usou Ele Mesmo “Ankh-f-n-Khonsu” e “Khem” nesta seção).

Linha 2: O Adepto lembra a Seu Anjo que Este criou Aquela Substância Única da qual Hermes escreveu na Tábua de Esmeralda, cuja virtude é unir em si mesma todos os opostos de Ser, assim servindo como um Talismã carregado com a Energia Espiritual da Existência, um Elixir ou Pedra composto da base física da Vida. Esta comemoração é colocada entre os dois apelos pessoais ao Anjo, como que para afirmar o privilégio de partilhar desta Eucarística que cria, sustenta e redime todas as coisas.

Linha 3: Ele mesmo agora assevera que é o próprio Anjo ou mensageiro do seu Anjo; isto é, que ele é uma mente e corpo cuja função é receber e transmitir a Palavra do seu Anjo. Ele saúda seu Anjo não somente como “un-nefer”, a Perfeição de “Asar” mesmo como homem; mas como Ptah-Apophrasz-Ra, a Identidade (Hadit) envolta no Dragão (Nuit) e portanto assim manifestada como um Sol (Ra-Hoor-Khuit). O “Ovo” (ou Coração) “cingido com a Serpente” é um símbolo cognato; a idéia é expressada assim mais adiante no ritual. (Veja-se Liber LXV, que expande isso ao máximo).

Seção B.

O Adepto passa da contemplação à ação nas seções que agora seguem de B a Gg. Ele deve viajar astralmente em volta do círculo, traçando os pentagramas, selos e sinais apropriados. Sua direção é contrária à dos ponteiros do relógio. Ele executa assim três curvas, cada uma cobrindo três quartos do círculo. Ele deve dar o Sinal do que Entra ao passar a Kiblah, ou Direção de Boleskine. Isto apanha a força naturalmente radiando daquele ponto e a projeta na direção da rota do Magista. Os Selos são dados no Equinox I, nº7, chapa X, fora do quadrado; os sinais são os “Sinais dos Graus”. Nestas invocações, ele deveria expandir sua corpulência e estatura ao máximo, tendo experiência de sucesso nas práticas do Liber 536, assumindo a forma e a consciência do Deus Elemental do ponto cardial correspondente. Após isto, ele começa a vibrar os “Nomes Bárbaros” do Ritual.

Agora, que ele não só encha seu Ser inteiro ao máximo com a força dos Nomes, mas formule também sua Vontade, como o aspecto dinâmico do seu Ser Criador, em uma aparência simbolicamente apropriada; eu digo não na forma de um Raio de Luz, ou de uma Espada Flamejante, ou do quer que seja salvo àquele Veículo corporal do Espírito Santo que é sagrado a BAPHOMET por sua virtude que oculta o Leão e a Serpente para que sua Imagem possa aparecer adoravelmente sobre a Terra para sempre.

Que o Adepto então estenda a sua Vontade além do Círculo nesta forma imaginada, e a deixe radiar com a Luz própria ao Elemento invocado, e deixe que cada Palavra surja ao longo da Verga com apaixonado impulso, como se a Voz dele lhe comandasse arrojar-se impetuosamente adiante. Que também cada Palavra acumule autoridade, de forma que a Cabeça da Verga se estenda duas vezes mais distante para a Segunda Palavra que para a primeira, e quatro vezes mais para a Terceira que para a Segunda, e assim até o fim. Além disso, que o Adepto projete aí a sua consciência por completo. Então, à Palavra final, que ele traga de volta velozmente sua Vontade para dentro de si mesmo, firmemente fluindo, e que ele se ofereça à sua vontade ponto (?), como Ártemis à Pã, para que esta concentração perfeitamente pura do Elemento o purge por completo, e o possua com sua paixão.

Neste Sacramento, estando completamente unificado com aquele Elemento, que o Adepto pronuncie o Comando “Escuta-me e Faz”, etc.; sentindo fortemente que sua unidade com aquela parte do Universo confere sobre ele a mais completa liberdade e privilégio ali pertinentes.

Que o Adepto note a maneira em que o Comando está formulado. O “Firmamento” é Ruach, o “plano mental”; é a região de Shu, ou Zeus, na qual resolve a Roda das Gunas, as três formas de Ser. O Éter é o “akasha”. O Espírito? O Éter da Física, o qual é a estrutura sobre a qual todas as formas são fundadas; ele recebe, registra e transmite todos os impulsos sem sofrer mutação por isto. A “Terra” é a esfera onde a operação dessas forças “fundamentais” e etéricas aparece à percepção. “Sob a Terra” é o mundo desses fenômenos que animam essas projeções percebidas, e determinam o caráter particular delas. “Solo Seco” é o lugar de “Coisas Materiais” mortas, secas (i.e. incognoscíveis), porque são incapazes de agir nas nossas mentes. “Água” é o veículo através do qual nós sentimos tais coisas; “Ar” é o mênstruo onde estes sentimentos são apreendidos mentalmente. É chamado “rodopiante” por causa da instabilidade do pensamento, e a fatuidade da razão, da qual no entanto nós dependemos para aquilo que chamamos “vida”. “Fogo precipitado” é o mundo em que o pensamento vagante se incendeia em Vontade célere-projetante. Estes quatro estágios explicam como o não-cego é transmutado no Ego. Um “Encanto” de Deus é qualquer forma de consciência, e um Flagelo é qualquer forma de ação.

Considerado em seu todo, o Comando exige do Adepto controle de todo detalhe do Universo que Seu Anjo criou como um meio de Se manifestar a Si mesmo. Inclui o comando de projeção primária do Possível em individualidade, no artifício antitético da formação da mente, e numa balanceada triplicidade de modos ou estados de ser cujas combinações constituem as características do Cosmo. Inclui também uma regra de estrutura, uma rigidez a fim de se tornar referência possível. Sobre esta fundação de condições que não são coisas em si mesmas, mas que são o cânon ao qual as coisas se conformam, é construído o templo do Ser, cujos materiais são eles mesmos perfeitamente misteriosos, inescrutáveis como a Alma, e como a Alma se imaginam em símbolos que nós podemos sentir, perceber, e adaptar para nosso uso sem jamais conhecermos toda a Verdade quanto a eles. O Adepto resume todos estes itens ao afirmar sua autoridade sobre toda forma de expressão possível à Existência, quer seja um “encanto” (idéia) ou um “flagelo” (ato) de Deus, isto é, de si mesmo. O Adepto deve aceitar todo “espírito”, todo “encanto”, todo “flagelo” como parte de seu ambiente, e “sujeitá-los” a si, isto é, considera-los como causas contribuidoras de si mesma; eles o fizeram o que ele é. Eles correspondem às próprias faculdades dele. Ultimamente, eles são todos de igual importância.

Z. O fato que o Adepto é o que ele é, prova que cada item está equilibrado. O impacto de cada nova expressão afeta o sistema inteiro na medida devida. Ele deve, portanto compreender que todo está sujeito a ele. Ocorre porque ele tem necessidade de que ocorra. O ferro enferruja porque as moléculas exigem oxigênio para satisfação das suas tendências. Elas não anseiam por hidrogênio; portanto, combinação com aquele gás é um evento que não ocorre. Todas as experiências contribuem para nos tornarem completos em nós mesmos. Nós apenas nos sentimos sujeitos a elas enquanto não compreendemos isto; quando o compreendemos, percebemos que elas nos são sujeitas. E quando quer que nós nos esforcemos por evitar uma experiência, qualquer que ela seja, prejudicamos a nós mesmos. Nós impedimos nossas tendências. Viver é mudar; e opormo-nos à mudança é revoltarmo-nos contra a Lei que nós decretamos para governar nossas vidas. Ressentir o destino é assim abdicarmos nossa soberania, e invocar a morte. Realmente, nós decretamos a pena de morte para todo quebra da Lei da Vida. E todo fracasso em incorporar qualquer impressão à estrutura de nossa consciência esfomeia aquela particular faculdade que necessitava dela.

Esta Seção B invoca o Ar no Oriente, com a verga de Glória dourada.

Seção C.

O Adepto invoca o Fogo no Sul: vermelhos de fogo são os raios que jorram da Baqueta dele.

Seção D.

Ele invoca a Água no Oeste, sua Baqueta produzindo ondas em radiância azul.

Seção E.

Ele vai para o Norte a fim de invocar a Terra; flores de chama verde brotam de sua arma. À medida que a prática torna o Adepto perfeito neste trabalho, torna-se automático para ele ligar estas complicadas idéias e intenções às suas correlacionadas palavras e gestos. Quando isto é conseguido, ele pode se aprofundar na fórmula através de amplificação das suas correspondências. Assim, ele pode invocar a água à maneira da água, estendendo sua vontade com movimento majestoso e irresistível, cônscio da gravitação do seu impulso; porém com uma aparência suave e tranqüila de fraqueza. Novamente ele pode aplicar a fórmula da água ao seu propósito especial quando ela volta para dentro da esfera dele, usando-a com habilidade consciente para limpar e acalmar os elementos receptivos e emocionais do caráter dele, e para a solução ou varredura dessas entrançadas lianas daninhas de preconceito que o tolhem da liberdade de agir como ele quer. Similares aplicações das invocações restantes ocorrerão ao Adepto que está pronto para usá-las.

Seção F.

O Adepto retorna agora ao quadrado de Tiphareth do seu Tau e invoca o Espírito, voltado na direção de Boleskine pelos Pentagramas Ativos, o Selo chamado a Marca da Besta, e os Sinais de L.V.X.. Ele então vibra os Nomes, estendendo a sua vontade da mesma forma que antes, mas desta vez numa direção verticalmente para cima. Ao mesmo tempo ele expande a Fonte daquela Vontade – o símbolo secreto de Ente – tanto em sua volta quando abaixo, como que para afirmar aquele Ente, dupla como é a sua forma, relutante em aquiescer em seu fracasso em coincidir com a Esfera de Nuit. Agora que ele imagine, à última Palavra, que a Cabeça de sua Vontade, onde a sua consciência está fixada, abre a sua fissura (o Bramarandra-Cakkra, na juntura das suturas crânianas) e exuda uma gota de orvalho claro e cristalino; e que esta pérola é a sua Alma, uma virgem oferenda ao seu Anjo, espremida de seu Ser pela intensidade da sua Aspiração.

Seção Ff.


Com estas palavras o Adepto não recolhe sua vontade de volta para dentro dele como nas seções prévias. Ele pensa nelas como um reflexo de Verdade na superfície do orvalho, onde sua alma se esconde trêmula. Ele as toma como a primeira formulação em sua consciência da Natureza do Seu Anjo Guardião.
Linha 1: Os “Deuses” incluem todos os elementos conscientes da natureza dele.
Linha 2: O “Universo” inclui todos os fenômenos possíveis que ele pode perceber.
Linha 3: Os “Ventos” são seus pensamentos, que o tem impedido de atingir o seu Anjo.
Linha 4: Seu Anjo fez a “Voz”, a arma mágica que produz “Palavras”, e estas palavras tem sido a sabedoria pela qual Ele criou todas as coisas. A “Voz” é necessária como o elo entre o Adepto e o seu Anjo. O bem é o “Rei”, Aquele que Pode, a “fonte de autoridade e honra”; também é o “Rei” (ou Filho de Rei) que liberta a Princesa Encantada e a faz sua Rainha. Ele é o “Governante”, a “Vontade Inconsciente”; não mais para ser impedida ou desviada pela falsa, caprichosa e ignorante vontade do homem consciente. E Ele é o “Auxiliador”, o autor do infalível impulso que arremessa a alma pelos Céus na órbita delas com tal força que a atração de outros orbes não mais é suficiente para desviá-la. O “Escuta-me” é agora pronunciado pela consciência humana normal, recolhida ao corpo físico; o Adepto deve deliberadamente abandonar sua consecução porque não é ainda seu ser inteiro que queima diante do Bem-Amado.

Seção G.

O Adepto, se bem que recolhido ao corpo físico, terá mantido a Extensão do seu Símbolo. Ele agora repete os sinais como antes, com exceção de que ele traça o Pentagrama Passivo Invocando Espírito. Ele concentra sua consciência dentro do Seu Símbolo-Gêmeo do Ser, e esforça-se por fazê-la adormecer. Mas se a operação foi apropriadamente executada, seu Anjo terá aceitado a oferenda do Orvalho, e se apossado com fervor do símbolo de Vontade estendido em direção a Ele. Isto então Ele sacudirá veementemente com vibrações de amor reverberando com as Palavras da Seção. Mesmo nos ouvidos físicos de Adepto ressoará um eco delas; no entanto, ele não poderá descrever este eco. Parecerá ao mesmo tempo mais forte que o trovão, e mais doce que o murmúrio do vento da noite. Será ao mesmo tempo inarticulado e significará mais do que ele jamais ouviu.

Agora que ele se esforce com toda a força da sua Alma por enfrentar a Vontade do seu Anjo, escondendo-se na mais fechada cela da cidadela da consciência. Que ele se consagre a resistir ao assalto da Voz e da Vibração até que sua consciência se esvaia no Nada, pois se restar sem ser absorvido um só átomo que seja do falso Ego, aquele átomo mancharia a virgindade do Verdadeiro Ente, e profanaria o Juramento; então aquele átomo seria inflamado de tal forma pela aproximação do Anjo que venceria o resto da mente, tiranizá-la-ia, e se tornaria um déspota louco, para total ruína do reino.

Mas tudo estando morto para a vida dos sensos, quem então pode lutar contra o Anjo? Ele intensificará a pressão do Seu Espírito de forma que suas fiéis legiões de Leões-Serpentes saltarão da emboscada, despertando o Adepto para testemunhar a Vontade deles, e o arrastarão com eles em seu entusiasmo de maneira que ele participará (partilhará conscientemente do propósito deles), e verá na simplicidade desse propósito à solução de todos os seus problemas. Assim, então, o Adepto se tornará cônscio de que ele está sendo varrido através da coluna do seu Símbolo de Vontade, e de Seu Anjo é de fato ele mesmo, com uma intimidade tão intensa que se torna identidade; e isto não apenas em um Ego único, mas em todo e cada elemento inconsciente que partilha desse múltiplo assomo.

Esta ruptura é quase sempre acompanhada por uma tempestade de luz brilhante, e também em muitos casos por um estampido de som sempre estupendo e sublime, se bem que seu caráter pode variar bastante. O esguicho de estrelas jorra da cabeça do Símbolo de Vontade, e espalha-se pelo céu em galáxias brilhantes. Esta dispersão destrói a concentração do Adepto, cuja mente não pode dominar uma tal multiplicidade de majestade; em via de regra, ele simplesmente desde atordoado à normalidade, para não recordar de sua experiência senão uma repetição o fortifica para realizar a natureza da sua consecução; e ser sensitivo à sua Santa presença e persuasão. Mas pode ocorrer, especialmente após repetido sucesso, que o Adepto não seja mais arremessado de volta à sua mortalidade pela explosão do jorro de Estrelas; mas seja identificado com um Leão-Serpente particular, continuando cônscio deste até que este ache seu lugar apropriado no espaço, quando então seu ente ache seu lugar apropriado no espaço, quando então seu ente secreto floresce como uma verdade, a qual o Adepto pode levar de volta à terra consigo.

Isto é secundário. O principal propósito do Ritual é estabelecer a relação do ser subconsciente com o Anjo de tal forma que o Adepto fique cônscio de que seu Anjo é a Unidade que expressa a soma dos Elementos daquele Ser; de que sua consciência normal contém inimigos estranhos introduzidos pelos acidentes do seu meio ambiente e que seu Conhecimento e Conversação do Seu Sagrado Anjo Guardião destrói todas as dúvidas e ilusões, confere todas as bênçãos, ensina toda a Verdade, e contém todos os deleites. Mas é importante que o Adepto não permaneça na mera realização inexpressiva da sua ruptura, mas se esforça por fazer com que a relação se submeta a análise; por expressá-la em termos racionais, desta forma iluminando sua mente e coração de uma maneira tão superior ao entusiasmo do fanático quanto a música de Beethoven é superior aos tambores de guerra da África Ocidental.

Seção Gg.

O Adepto deveria ter percebido que seu Ato de União com o Anjo implica na morte de sua mente antiga, salvo quando ao que os elementos inconscientes dele preservam da memória dela quando a absorvem, e na morte desses elementos inconscientes mesmo. Mas a morte destes é antes um progresso avente para renovação de vida através de amor. Então o Adepto, pela consciente compreensão desses elementos, tanto de cada um deles em separado quanto em conjunto, torna-se o “Anjo”de seu Anjo, tal como Hermes é a Palavra de Zeus, cuja voz própria é Trovão. Assim, nesta seção o Adepto descreve articuladamente, tanto quanto palavras podem faze-lo, o que seu Anjo é para si Mesmo. Ele diz isto com seu corpo físico, constrangendo seu Anjo a habitar em seu coração.

Linha1: “Eu sou Ele” assevera a destruição do senso de separatividade entre ser e Ser. Afirma existência, mas da terceira pessoa apenas, “O Espírito Inascido” é livre de todo espaço, “tendo visão nos pés”, para que estes possam escolher seu próprio trilho. “Forte é GBR, o Magista escoltado pelo Sol e pela Lua (Veja-se Líber D e Líber 777). O Fogo Imortal” é o Ser criador; energia impessoal não pode perecer, não importa que forma ela assuma. Combustão é Amor.

Linha 2: “Verdade é a relação necessária entre quaisquer duas coisas; portanto, se bem que implica em dualidade, ela nos habilita a conceber duas coisas como sendo uma única que deve ser definida por complementos. Por exemplo, uma hipérbole é uma idéia simples, mas sua construção exige duas curvas.

Linha 3: O Anjo, tal como o Adepto o conhece, é um ente Tiphareth, que obscurece Kether. O Adepto não está oficialmente côncio das Sephiroth mais altas. Ele não pode perceber, como Adepto Ipississimus, que todas as coisas são igualmente ilusão e igualmente absolutas. Ele está em Tiphareth, cuja função é Redenção, e ele deplora os eventos que causaram o Sofrimento aparente do qual ele acaba de escapar. Ele está também cônscio, mesmo das alturas do seu êxtase, dos limites e defeitos de sua Consecução.

Linha 4: Isto se refere aos fenômenos que acompanham sua Consecução.

Linha 5: Isto significa o reconhecimento do Anjo como verdadeiro Ser do Ser subconsciente, a vida secreta da sua vida física.

Linha 6: O Adepto percebe todo alento, toda palavra de seu Anjo como carregada de fogo criador. Thiphereth é o Sol, e o Anjo é o Sol Espiritual da Alma do Adepto.

Linha 7: Aqui é resumido o processo inteiro de trazer o Universo condicionado ao conhecimento de si mesmo através da fórmula de geração; uma alma se implanta no corpo vendado pelos sentidos e na mente impedida pela razão, torna-os cônscios da Inquilina, e assim capazes de partilhar da consciência da Luz própria a essa Inquilina.

Linha 8: “Graça” aqui, tem o seu significado literal de “Agradabilidade”. A existência do Anjo é a justificação do artifício da criação.

Linha 9: Esta linha deve ser estudada à luz de líber LXV.

Seção H.

Esta recapitulação demanda a partida do Adepto e seu Anjo para “tomarem seu prazer na Terra entre os viventes”.

Seção J.

A Besta 666 tendo concebido o presente método de se usar este Ritual, tendo provado por sua Própria prática que ele é de infalível potência quando devidamente executado, e tendo agora o redigido para o mundo, será um ornamento para o Adepto, que adota o Ritual saudar o nome da Besta ao fim da obra. Isto, além do mais, o encorajará em magia, a lembrança de que realmente houve Um que atingiu através deste ritual ao conhecimento e Conversação de Seu Sagrado Anjo Guardião, que não mais o abandonou, mas fez d’Ele um Magus, a Palavra do Aeon de Horus. Pois sabei isto, que o Nome IAF, em seu senso mais secreto e mais poderoso, declara a Fórmula da Magia d’A BESTA, através da qual Ele executou muitas maravilhas. E porque Ele quer que o mundo inteiro atinja esta Arte, Ele agora a velará aqui de forma que os merecedores possam atingir a Sua Sabedoria. Que I e F enfrentem tudo; no entanto, defendam seu A de ataque. O Eremita para si mesmo, o Louco para inimigos, o Hierofante para amigos, Nove por natureza, Zero por consecução, Cinco por função. Em fala, rápido, sutil e secreto; em pensamento, criador, sem preconceitos, ilimitado, em ação, gentil, paciente e persistente. Hermes para ouvir, Dionísio para tocar, Pã para ver. Uma Virgem, um Bebê, e uma Besta. Um mentiroso, um Idiota, e um Mestre de Homens. Um beijo, uma gargalhada e um urro; aquele que tem ouvidos de ouvir, que ouça. Tomai dez que são um, e um que é um em três, para ocultá-los em seis. Tua Baqueta para que todas as Taças, e teu Disco para todas as Espadas, mas não traias teu Ovo. Além disso, também é IAF verdadeiramente 666 por virtude de Número; e isto é um mistério de mistérios; quem o conhece, é adepto de adeptos, e poderoso entre Magistas. Agora, esta palavra SABAF, sendo por número Setenta, é um nome de Ayin, o Olho, e o diabo nosso Senhor, e o Bode de Mendes. Ele é o Senhor do Sabbath dos Adeptos, e é Satã, portanto também o sol, cujo número de Magia é 666, o selo de Seu servidor A BESTA. Mas novamente, AS é 61, AIN, o nada de Nuit; BA significa ir, a faculdade de Hadit; e F é o Filho deles, o sol, que é RA-HOOR-KHUIT. Assim, pois que o adepto aponha seu selo a todas as palavras que ele escreveu no Livro das Obras da sua Vontade. E que ele então finalize dizendo Tais são as palavras. Pois desta forma, ele proclama a todos que estão em volta do seu Círculo que estas Palavras são verdadeiras e poderosas, amarrando o que ele queria amarrar, e desamarrando o que ele queria desamarrar. Que o Adepto execute este Ritual corretamente, perfeito em cada parte, uma vez diariamente durante uma Lua; então duas vezes, ao amanhecer e ao entardecer, durante duas Luas; a seguir, três vezes adicionando o meio-dia, durante três Luas; após a meia-noite sendo acrescentada, quatro vezes por dia durante quatro Luas. Então, que a Undécima lua seja consagrada inteiramente a esta obra; que ele insista em ardor contínuo, indiferente a tudo senão as prementes necessidades de alimento e sono. Pois sabei que a verdadeira Fórmula; cuja virtude foi suficiente à Besta em sua Consecução, é esta: INVOCAI COM FREQUÊNCIA. Assim possam todos os homens chegar por fim ao conhecimento e Conversação do Sagrado anjo Guardião; assim diz a Besta, e roga ao seu próprio Anjo que este Livro seja como uma lâmpada acesa, e como Uma Fonte Viva, como Luz e Vida para aqueles que o lerem. 666

PONTO III

SCHOLION SOBRE AS SEÇÕES G & Gg.

O Adepto que tiver este Ritual, assimilando com sucesso o completo significado desta controlada raptura não deve permitir que sua mente perca controle das imagens astrais de Jorro de Estrelas, Símbolo-de-Vontade, ou Símboloda- Alma, nem que ela negligencie seu dever para com o corpo e o meio-ambiente físicos. Nem deve ele esquecer-se de manter seu Corpo Astral em íntimo contato com os fenômenos de seu próprio plano, de forma que a consciência particular desse corpo possa exercer sua função de proteger as idéias dispersas do Adepto do perigo de obsessão. Ele deve ter adquirido, por prévia experiência prática a faculdade de desprender estes elementos de sua consciência do centro articulado que os une, de forma que eles se tornem (temporariamente) unidades autônomas, capazes de receberem comunicações do quartel general à vontade, mas perfeitamente aptas a (1) cuidarem de si mesmas sem incomodarem seu chefe e (2) a se comunicarem com ele no devido momento. Em uma comparação, elas devem ser como oficiais subordinados: capazes de demonstrarem auto confiança, iniciativa e capricho na execução das Ordens do Dia. O Adepto deveria portanto estar apto a confiar nestas mentes individuais dele para que cuidem de seus próprios afazeres sem necessidade de intervenção dele durante o tempo requerido; e apto a chama-las de volta no momento exato, recebendo um acurado relatório das aventuras delas. Isto, sendo assim, o Adepto estará livre para concentrar seu mais profundo ser, aquela parte dele que inconscientemente integra a verdadeira Vontade dele, na realização de seu Sagrado Anjo Guardião. A ausência das consciências corporais, mental e astral dele é em verdade a vital importância ao sucesso; foi a usurpação da atenção dele por parte delas que o fez surdo a sua Alma, e foi a preocupação dele com os probleminhas delas que o impediu de ver sua Alma.

O efeito do Ritual até agora terá sido:
(1) Manter essas consciências tão ocupadas com seus próprios afazeres que elas param de distraí-lo;
(2) Separa-las tão completamente que a alma dele é despida de seus véus;
(3) Despertar nele um entusiasmo intenso a ponto de intoxicá-lo e anestesiá-lo, para que ele não sinta nem
ressinta a agonia dessa vivisseção espiritual; tal como amantes tímidos se embriagam na noite de núpcias a
fim de enfrentares a intensidade de vergonha que tão misteriosamente coexiste com o desejo deles um pelo
outro;
(4) Atrair as necessárias forças espirituais de cada um dos elementos e arremessa-las simultaneamente na
aspiração ao Sagrado Anjo Guardião; e
(5) Atrair o Anjo pela vibração da voz mágica que o invoca
O método do Ritual é, pois, múltiplo.

Há primeiramente uma análise do Adepto, a qual o habilita a calcular seu curso de ação. Ele pode decidir o que deve ser banido, o que deve ser purificado, o que deve ser concentrado, Ele se torna assim capaz de concentrar sua vontade sobre o seu único elemento essencial, conquistando a resistência deste – a qual é automática, como um reflexo fisiológico – ao destruir inibições pelo seu entusiasmo que sobrepuja o ego. A outra metade do trabalho não necessita um esforço tão complicado; pois seu Anjo é simples e inconfuso; está sempre pronto a atender um chamado bem articulado.

O resultados do Ritual são demasiado para permitirem uma descrição padrão. Presumindo que a união é perfeita, o Adepto não reterá necessariamente qualquer memória do que ocorreu. Ele poderá estar cônscio apenas de um intervalo em sua vida consciente, e julgará do conteúdo desse intervalo ao observar que sua personalidade está sutilmente transformada. Uma tal experiência, em verdade, poderia ser a prova de perfeição.

Se o Adepto há de se tornar cônscio de seu Anjo de alguma forma, é preciso que alguma parte de sua mente esteja preparada para perceber a ruptura e expressá-la para si mesma em alguma maneira. Isto necessita perfeição daquela parte, completa ausência de preconceitos nela, e completa liberdade das limitações da racionalidade – assim chamada. Por exemplo: Nós não podemos experimentar a iluminação quando a natureza da vida que a doutrina da evolução das espécies nos deveria outorgar, se estamos apaixonadamente convictos de que a humanidade não é animal, ou de que a idéia de causalidade repugna a razão. O Adepto deve estar preparado para uma possível completa destruição do seu ponto de vista quando a qualquer assunto, mesmo o da sua concepção inata das formas e leis do pensamento.

Assim, ele poderá perceber que seu anjo considera os seus negócios ou seu “amor” como insignificâncias absurdas; também, que idéias humanas de “tempo” são inválidas, e que “Leis” humanas de lógica são aplicáveis apenas às relações entre ilusões. Agora, o Anjo entrará em contato com o Adepto em qualquer ponto que seja sensitivo à sua influência. Um tal ponto será naturalmente um que é saliente no Caráter do Adepto, e também em que é no devido senso da palavra, puro.

Assim, um artista, atuando à apreciação de beleza plástica, poderá ter uma interrupção visual de seu Anjo em uma forma física que é uma sublime quintessência do seu ideal. Um músico poderá ser arrebatado em majestosas melodias que ele nunca sonhou poder ouvir. Um filósofo poderá alcançar a percepção de tremendas verdades, a solução de problemas que o intrigaram a vida inteira.

Igualmente nós sabemos de iluminações experimentadas por homens de mentalidade simples, tais como a do lôbrego que “viu Deus” e comparou-o a “uma quantidade de pequeninas pêras”. Também, nós sabemos que o êxtase, impingindo-se sobre mentalidades desequilibradas, inflama a idéia idealizada, e produz uma fé fanática capaz de frenética intensidade, intolerante, de energia insanamente desordenada, no entanto poderosa a ponto de afetar o destino de impérios.

Mas os fenômenos causados pelo Conhecimento e conversação do Sagrado Anjo Guardião são de importância secundária; a essência da união é a intimidade. A intimidade entre o anjo e o Adepto, mais, a identidade, independe de todas as formas parciais de expressão, em sua melhor manifestação é portanto tão inarticulada quanto o Amor.

A intensidade da consumação provavelmente compelirá um soluço ou um grito, algum gesto físico natural de simpatia animal com o espasmo espiritual. Isto deve ser criticado como incompleto autocontrole. Silêncio é mais nobre.

Em qualquer caso, o Adepto deverá estar em comunhão com seu Anjo, de maneira que sua alma é infundida com sublimidade, seja esta inteligível ou não em termos de intelecto. É evidente que o choque de uma tal possessão espiritual tenderá a atordoar a alma, principalmente no começo. Ela chega a sofrer de um excesso de êxtase tal como extremo amor produz uma vertigem. A alma afunda e desfalece. Uma tal fraqueza é fatal tanto para o gozo da alma quanto para sua percepção. “Sabedoria diz: sê forte. Então podes suportar mais alegria”. Diz o Livro da Lei. O Adepto deve bancar o homem, erguendo-se para endurecer sua alma.

Para este fim, a Besta, experimentei e provei diversas medidas. Destas, a mais potente é fazer com que o corpo lute contra a alma. Que os músculos se retesem como se estivéssemos numa briga. Que a mandíbula e a boca, em particular, sejam retesadas ao máximo. Respire fundo, vagarosamente, porém fortemente. Mantenha domínio sobre a mente murmurando fortemente e audivelmente. Mas, para que este murmúrio não venha a perturbar a comunhão com o anjo, pronuncie apenas o Nome D’Ele, até que o Adepto tenha ouvido aquele nome, portanto, ele não poderá permanecer em perfeita posse do seu Amado. A mais importante tarefa dele é, pois abrir seus ouvidos à voz de seu Anjo, para que ele possa conhecê-lo, como Ele é chamado. Pois sabei; este Nome, bem compreendido por completo, declara a natureza do Anjo em todo e cada ponto; portanto, também este nome é a fórmula da perfeição à qual o Adepto deve aspirar, assim como do poder de Magia em virtude do qual ele deve trabalhar.

Aquele então que ainda ignora o nome do seu Anjo, que repita uma palavra digna deste particular Ritual. Tais são Abrahadabra, a Palavra do Aeon, que significa “A Grande Obra Realizada”, Aumgn, interpretada em Parte III do Livro Quatro, cap. VII; e o nome d’A BESTA, pois seu número mostra esta mesma união com o Anjo, e seu Trabalho não é outro que fazer com que todos os homens partilhem deste Mistério da Magia. Assim, pois, dizendo esta ou aquela palavra, que o Adepto lute com seu Anjo e o enfrente, para que possa constrange-lo a consentir a continuar em comunhão até que a consciência do Adepto se torne capaz de clara compreensão e de acurada transmissão da transcendente Verdade do Bem-Amado ao coração que O contém. A firme repetição de uma dessas palavras deveria habilitar o Adepto a manter o estado de União durante vários minutos, mesmo no princípio.

Em qualquer caso ele deve redobrar seu ardor, considerando seu sucesso antes como encorajamento a uma aspiração mais ardente que como um triunfo Ele deveria aumentar os seus esforços. Que ele se precate de “ânsia de resultado”, de demasiada expectativa, de perda de coragem se o seu sucesso preliminar é seguido de uma série de fracassos. Pois o sucesso torna sucesso aparentemente tão incrível que podemos desenvolver uma inibição fatal a tentativas subseqüentes. Tememos fracassar, o medo intromete-se na concentração e assim realiza sua própria profecia. Sabemos como demasiado prazer em uma relação amorosa nos faz temer fracassar nas ocasiões seguintes; em verdade, assim ocorre até que a familiaridade nos tenha acostumado à idéia de que nosso par nunca supôs que fossemos mais que humano. A confiança gradualmente retorna.

O êxtase inarticulado é substituído por um desfrute mais sóbrio dos elementos da fascinação. Assim mesmo, nosso primeiro deslumbramento com uma nova paisagem se torna, à medida que continuamos a contempla-la, numa apreciação dos lindos detalhes dela. A princípio estes eram imprecisos por causa da ofuscante impressão geral da beleza; eles emergem um por um, a medida que o choque amaina, e a apaixonada raptura dá ligar a um interesse inteligente. Desta forma mesma, o Adepto quase sempre começa por torrentes líricas descrevendo extravagâncias místicas de “inefável amor”, “inimaginável dita”, “inexpressíveis infinidades de ilimitável além”. Ele usualmente perde seu senso de proporção de humor, de realidade e de juízo sadio. Seu Ego freqüentemente incha a ponto de estourar até que ele seria abjetamente ridículo se não fosse pateticamente perigoso para si mesmo e seus vizinhos. Ele tende também a tomar suas recém-obtidas “verdades de iluminação” pela estrutura total da Verdade, e insiste que elas devem ser tão válidas e tão vitais a todos os homens quanto são para ele mesmo.

É sábio mantermos silêncio sobre estas coisas “proibidas de dizer” que podemos ter ouvido no sétimo céu. Isto pode não ser aplicável ao “sexto”. O Adepto deve manter controle de si mesmo, não importa o quanto ele se sinta tentado a criar um novo céu e uma nova terra nos próximos sete dias trombeteando seus triunfos. Ele deve ser ao mesmo tempo uma oportunidade de re-equilibrar sua balança, a qual sofreu o tremendo embate do Infinito. À medida que ele se ajuste à relação com seu Anjo ele perceberá que seu êxtase apaixonado desenvolve uma qualidade de paz e inteligibilidade que adiciona poder ao mesmo tempo que infunde e fortifica as qualidades mentais e morais dele em vez de obscurece-las e perturba-las.

Ele agora se terá tornado capaz de conversar com seu Anjo impossível como isto aparecerá a princípio; pois agora ele sabe que a tempestade de som que ele supusera ser a Voz era apenas o clamor das suas próprias confusões. A impressão de "infinidade" foi causada pela própria inabilidade dele de pensar com clareza além dos seus limites prévios, da mesma forma como um nativo australiano, confrontado com números acima de cinco, pode apenas chamá-los de muitos.

A Verdade declarada pelo Anjo, imensamente como ela amplia o horizonte do Adepto, é, no entanto perfeitamente definida e precisa. Ela não lida em ambigüidades e abstração. Ela possui forma, e confessa Lei, exatamente do mesmo modo e grau que qualquer outro corpo de verdade. Ela está para a Verdade das Esferas material e intelectual do homem muito como a Matemática da filosofia, com sua "séries infinitas" e sua "continuidade Cantoriana", está para a aritmética do menino de escola. Uma implica a outra, se bem que através daquela nós podemos investigar a natureza essencial da existência, e através desta os lucros de um agiota. Este então é o verdadeiro fito do Adepto nesta operação:

Assimilar-se ao seu Anjo por contínua comunhão consciente. Pois seu Anjo é uma imagem inteligível da Verdadeira Vontade dele, a execução da qual é a completa lei do seu Ser. Também, o Anjo aparece em Tiphareth, que é o coração, do Ruach, e assim o Centro de gravidade da Mente. Thyphereth é também diretamente inspirado por Kether, o Ser ultimal, através do Caminho da Grã-Sacerdotiza, ou intuição iniciada. Daí, o Anjo é em verdade o Logos ou expressão articulada do Ser inteiro do Adepto, de maneira que à medida que o Adepto aumenta em perfeita compreensão do nome de seu Anjo ele se aproxima da solução do ultimal problema. Quem ele mesmo em verdade é.

O Adepto pode confiar que seu Anjo Guiará a essa realização final; pois a Consciência-Tiphereth, e ela apenas está ligada por caminhos a todas as outras partes mente dele. Ninguém senão o Anjo tem portanto o conhecimento necessário para calcular as combinações de conduta que organizarão e equilibrarão as forças do adepto de forma a que este possa enfrentar o momento em que se torna necessário confrontar o Abismo. O Adepto deve controlar uma massa compacta e coerente se há de se assegurar de arremessá-la de si com um único e direto gesto.

Eu, A Besta 666, levanto minha voz e juro que eu mesmo fui trazido aqui por meu Anjo. Após eu ter obtido o Conhecimento e Conversação d'Ele por virtude de meu ardor para com Ele, e deste Ritual que eu, outorgo aos homens meus semelhantes, e acima de tudo de Seu grande Amor que Ele tem por mim, sim, em verdade Ele me conduziu ao Abismo; Ele me convidou a arremessar de mim tudo que eu tinha e tudo que eu era; e Ele me abandonou naquela Hora. Mas quando eu surgi além do Abismo, para renascer no Útero de BABALON, então veio Ele a mim, habitando em meu coração virgem, seu Senhor e Amante. Também, Ele me fez um Magus, proclamando Sua Lei, a Palavra do novo Aeon, o Aeon da Criança Coroada e Conquistadora. Assim Ele satisfez minha Vontade de trazer completa liberdade à raça humana. Sim, ele realizou em mim um Trabalho de Maravilha, além disso; mas este assunto eu estou jurado a manter silêncio.

 

Amor é a lei, amor sob vontade.