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Faze o que tu queres serÁ o todo da Lei.

LIBER XLIV

 

MASS OF THE PHOENIX

A MISSA DA FÊNIX SUB FIGURA XLIV

 

 

 

 

Missa da Fênix é um ritual de eucaristia simples que afirma a identidade do mago como os Mistérios da Fênix e do Humano Superior, o que ergue-se acima da vida para se tornar mais que humano. Deve ser realizada diariamente ao pôr do sol e com fortes exercícios preliminares. A receita para os pães de luz é encontrada no terceiro capítulo do Liber AL vel Legis. O uso de sangue dentro deste rito é importante por mostrar os ciclos de criação e dissolução, o eterno ciclo de recorrência que o mago percebe e do qual se liberta. Os Bolos da Luz são universalmente aplicáveis; eles contêm farinha, mel e óleo (carboidratos, gorduras e Proteinas, as três coisas necessárias à nutrição humana): também perfume dos três tipos essenciais de virtude mágica e curativa; o princípio sutil da vida animal em si é fixo nelas pela introdução de sangue vivo fresco. Uma variação deste ritual é fazê-lo apenas com sêmen ou fluidos sexuais. É uma boa idéia experimentá-lo de ambas as formas por um período de tempo, meditando na natureza da vida em suas variadas formas tais como sofrimento e alegria, como recorrência eterna e como força imortal.

Não se aproxime deste ritual sem consideração séria e em completa autohonestidade.

O RITUAL

 

O Magista, com o peito à mostra, está em pé diante de um altar onde estão seu Cinzel, seu Sino, seu Turíbulo, e dois dos Bolos de Luz. Com o Sinal do Entrante, ele passa para o Oeste, cruzando o Altar, e clama:

Salve Rá, que segue em tua barca
Adentrando as cavernas das Trevas!


Ele faz o sinal Hoor-pa-kraat, e leva o Sino, e Fogo, em suas mãos.

Ao Leste do Altar veja-me de pé
Com Luz e Música em minhas mãos!

Ele golpeia Onze vezes no Sino 333-55555-333 e coloca o Fogo no Turíbulo.

Eu toco o Sino: Eu acendo a Chama;
Eu profiro o misterioso Nome:
אבראהאדאברא

Ele golpeia onze vezes no Sino.

Agora eu começo a prece: Tu Criança,
Sagrado e imaculado é teu Nome!
Teu reino é chegado; Tua vontade é feita.
Aqui está o Pão; aqui está o Sangue.
Traga-me através da meia-noite para o Sol!
Salve-me do Mal e do Bem!
Que aquela Tua única coroa de todas as Dez
Mesmo aqui e agora seja minha. AMÉM.

Ele coloca o primeiro Bolo no Fogo do Turíbulo.

Eu queimo o Bolo-Incenso, proclamo
Estas adorações em Teu nome.

Ele as faz como em Liber Legis, e toca de novo Onze vezes o Sino. Então, com o Cinzel, ele faz sobre seu peito o sinal apropriado.

 

 

Veja este meu peito sangrando
Marcado com o sinal sacramental!

Ele põe o segundo Bolo na ferida.

Eu estanco o Sangue; a hóstia absorve
e o sumo sacerdote invoca!

Ele come o segundo Bolo.

Este Pão que eu como. Este Juramento que eu rogo
Conforme eu me inflamo com a oração:
"Não há nenhuma graça: não há nenhuma culpa:
Esta é a Lei: FAZE O QUE TU QUERES!"

Ele golpeia Onze vezes no Sino, e grita

אבראהאדאברא
Eu entrei com aflição; com alegria
Agora sigo em frente, dando graças,
Para realizar meu prazer na terra
Entre as legiões dos viventes.

Ele segue adiante.

 

COMENTÁRIO

Do Livro das Mentiras:

"Este é o número especial de Hórus; é o sangue hebraico; e a multiplicação de 4 pelo 11, o número de Magick, explana 4 em seu melhor sentido. Mas veja em particular os relatos em Equinox I, vii, sobre circunstâncias do Equinócio dos Deuses. A palavra "Fênix" pode ser tida como incluindo a idéia de "Pelicano", o pássaro que, diz a fábula, alimenta seus filhotes com o sangue de seu próprio peito. Contudo as duas idéias, apesar de cognatas, não são idênticas, e "Fênix" é o símbolo mais exato. Este capítulo explica o capítulo 62. Seria impróprio comentar mais sobre um ritual que tem sido aceito como oficial pela A.'.A.'..

Capítulo 62 do Livro das Mentiras:

Compreendestes tu? A Fênix tem um Sino para Som; Fogo para Visão; Faca para Toque; dois bolos, um para provar, outro para cheirar. Ele se põe diante do Altar do Universo ao Pôr do Sol, quando a vida terrena se desvanece. Ele convoca o Universo, e coroa-o com Luz MÁGICKA para substituir o sol de luz natural. Ele ora a, e homenageia, Ra-Hoor-Khuit; a Ele, ele então sacrifica. O primeiro bolo, assado, ilustra o lucro tirado do esquema de encarnação. O segundo, misturado com o sangue de sua vida e comido, ilustra o uso da vida inferior para alimentar a vida superior. Ele toma, então, o Juramento e torna-se livre - incondicionado - o Absoluto. Ardendo na chama de sua Prece, e renascida - a Fênix!

Entendeste tu? Também a Fênix usa gravetos para acender o fogo no qual se queima.

No Magick, O Livro 4, Crowley comenta que a Missa da Fênix "deverá ser realizada diariamente ao pôr do sol por todo magista".

SINAL APROPRIADO

O texto original do ritual não explica qual é o sinal "apropriado" ou "sacramental". Duas possibilidades são o círculo e a cruz ou a "Marca da Besta".

 

AO SANGRAR O PEITO

DuQuette (1993) percebe que: "É óbvio no texto que o Magista deve realmente fazer sangrar para consagrar o Bolo de Luz antes de consumí-lo. Mas em nenhum lugar é indicado que dor, cicatriz ou ferimento é um elemento requerido pela cerimônia. Ela é uma Eucarisita, não um ritual de auto-mutilação."

Ele adverte o uso de um instrumento esterilizado, tal como um riscador de mecânico, para arranhar levemente a marca na pele. Em certo momento, um leve aumento na pressão será o bastante para produzir uma pequena gota de sangue para o Bolo.

 

Amor é a lei, amor sob vontade.